Atividade reuniu profissionais da maternidade para discutir diagnóstico, tratamento e acompanhamento de casos da condição neonatal
A Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), da Prefeitura de Manaus, realizou, na manhã desta quarta-feira (21), uma sessão científica sobre o tema “Hipertensão Pulmonar Persistente no Recém-Nascido”. A atividade foi apresentada por Alice Mattoso, residente do Programa de Residência Médica em Pediatria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), sob supervisão do médico pediatra Rodrigo Ferreira.
A hipertensão pulmonar persistente neonatal ocorre quando os vasos sanguíneos dos pulmões permanecem contraídos após o nascimento, dificultando a oxigenação adequada do sangue. A condição pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória grave e apresentar risco de morte, exigindo suporte intensivo especializado e decisões clínicas imediatas.
Caso clínico foi discutido durante a sessão
Durante a atividade, foi apresentado o caso de um bebê nascido na própria Maternidade Moura Tapajóz, que apresentou evolução favorável. Os profissionais analisaram informações sobre o nascimento, o tratamento realizado e a evolução clínica do recém-nascido.
A sessão também contou com uma aula sobre a fisiopatologia da doença, fatores de risco, aspectos epidemiológicos, métodos de diagnóstico e tratamento.
Segundo a diretora da maternidade, a enfermeira obstetra Núbia Cruz, a análise de casos clínicos contribui para o aperfeiçoamento da assistência neonatal de alta complexidade oferecida pela unidade.
A diretora destacou ainda que a maternidade recebe pacientes transferidos de municípios que não possuem estrutura equivalente para oferecer suporte neonatal avançado, o que reforça a importância da preparação das equipes para lidar com diferentes intercorrências.
Bebê apresenta evolução favorável
De acordo com Núbia Cruz, o bebê discutido durante a sessão encontra-se na Unidade de Cuidados Convencionais (UCINCo) da maternidade, respirando em ar ambiente, sem necessidade de drogas vasoativas ou sedativos.
A criança também está em processo de transição da alimentação por sonda nasogástrica para o seio materno.
A enfermeira obstetra Larissa de Almeida, responsável pelo Núcleo de Educação Continuada e Permanente da MMT, explicou que o tratamento da condição exige acompanhamento contínuo de uma equipe multidisciplinar, composta por neonatologistas, fisioterapeutas, enfermeiros especializados, farmacêuticos e nutricionistas.
Segundo Larissa, o atendimento exigiu diagnóstico, intervenção imediata, monitoramento intensivo e suporte clínico durante a recuperação do recém-nascido.
A profissional ressaltou que as sessões científicas também têm como objetivo fortalecer o ensino e a aprendizagem no ambiente de trabalho, estimulando a capacidade analítica e reflexiva de residentes, internos e profissionais que participam das atividades.
Fonte: Prefeitura de Manaus / Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).


