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quinta-feira, maio 7, 2026

‘Peça operacional’ : Irmão de Ciro Nogueira é alvo de medidas e uso de tornozeleira eletrônica

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Na Operação Compliance Zero, o irmão do senador Ciro Nogueira, Raimundo Nogueira, ganhou destaque como peça fundamental do esquema. Nos documentos que embasaram a decisão do Supremo Tribunal Federal, ele é descrito como a “peça operacional”, ou seja, o responsável por dar forma jurídica e aparência de legalidade às movimentações financeiras suspeitas.

Ele terá que usar tornozeleira eletrônica e precisou entregar seu passaporte, além de outras medidas restritivas. A Polícia Federal aponta que Raimundo administrava a CNLF Empreendimentos, empresa usada como veículo patrimonial para repassar vantagens ao núcleo familiar do senador. Uma das transações que levantou suspeitas foi a compra de 30% da Green Investimentos S.A. por apenas R$ 1 milhão, quando o valor de mercado era estimado em R$ 13 milhões — evidência de benefício indevido.

O STF determinou medidas restritivas contra Raimundo como: uso de tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte, proibição de deixar o município sem autorização judicial e suspensão das atividades das empresas envolvidas. Além disso, ele está impedido de manter contato com outros investigados, incluindo o próprio irmão.

Para a PF, Raimundo Nogueira não era apenas um coadjuvante; ele funcionava como o operador que dava sustentação prática ao esquema. Enquanto Ciro Nogueira aparecia como o beneficiário central dos repasses, Raimundo era quem movimentava as engrenagens empresariais para que o dinheiro circulasse livremente, sem entraves ou suspeitas.

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