Uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (3) revelou uma mudança na percepção dos brasileiros sobre o papel do Estado na oferta de serviços essenciais. Segundo o levantamento, 50% da população prefere pagar menos impostos e recorrer à iniciativa privada para ter acesso à saúde e à educação, enquanto 44% defendem o pagamento de mais tributos para garantir a oferta gratuita desses serviços pelo poder público.
O resultado representa uma mudança em relação ao levantamento realizado em 2022. Na época, havia equilíbrio entre as duas posições: 46% dos entrevistados preferiam pagar menos impostos e contratar serviços particulares, enquanto 48% apoiavam uma carga tributária maior para fortalecer os serviços públicos.
Diferenças entre homens e mulheres
A pesquisa identificou diferenças significativas entre os gêneros. Entre os homens, 56% afirmaram preferir uma menor carga tributária, optando por contratar serviços privados, enquanto 39% defendem pagar mais impostos para financiar saúde e educação públicas.
Já entre as mulheres, o cenário é inverso: 50% apoiam o pagamento de mais tributos para manter os serviços públicos gratuitos, enquanto 44% preferem reduzir os impostos e recorrer à rede privada.
Recorte por religião
O levantamento também apontou diferenças entre grupos religiosos. Entre os evangélicos, 56% disseram preferir pagar menos impostos, enquanto 37% defendem uma carga tributária maior para financiar os serviços públicos.
Entre os católicos, houve empate técnico: 47% dos entrevistados escolheram cada uma das alternativas.
Como a pesquisa foi realizada
O Datafolha entrevistou presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em 139 municípios brasileiros, nos dias 17 e 18 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.


