A prática de musculação pode desempenhar um papel importante na redução da gordura no fígado, mesmo sem a realização de exercícios aeróbicos. A conclusão é de uma pesquisa recente que reforça o potencial do treinamento de força como aliado no tratamento da esteatose hepática, condição popularmente conhecida como gordura no fígado.
Segundo os pesquisadores, o treino de resistência melhora a sensibilidade à insulina, favorece o controle da glicose no sangue e ajuda a preservar e aumentar a massa muscular. Esses fatores contribuem para reduzir o acúmulo de gordura no fígado e diminuir o risco de complicações metabólicas associadas à doença.
A esteatose hepática está frequentemente relacionada à obesidade, diabetes tipo 2, colesterol elevado, sedentarismo e excesso de gordura abdominal. Em muitos casos, a doença não apresenta sintomas nas fases iniciais, mas pode evoluir para inflamação, fibrose, cirrose e até câncer de fígado quando não tratada.
A revisão científica analisou estudos com pacientes diagnosticados com doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica e constatou que a musculação foi capaz de reduzir significativamente a gordura acumulada no órgão, além de melhorar marcadores relacionados ao funcionamento do fígado e ao metabolismo.
Especialistas destacam que a musculação não precisa substituir totalmente atividades como caminhada, corrida ou ciclismo, mas pode ser uma excelente alternativa para pessoas que têm limitações físicas ou dificuldade em manter exercícios aeróbicos regularmente. O mais importante é manter uma rotina consistente de atividade física, associada a uma alimentação equilibrada e ao controle do peso corporal.
Antes de iniciar qualquer programa de exercícios, principalmente em casos de obesidade, diabetes, hipertensão ou doenças cardiovasculares, a recomendação é buscar orientação médica e acompanhamento de um profissional de educação física para garantir segurança e melhores resultados.


