O governo federal já destinou cerca de R$ 40 bilhões em medidas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis em 2026. A informação foi apresentada nesta quinta-feira (24), pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
As medidas foram adotadas após a alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio e incluem subsídios, redução ou isenção de tributos e medidas sobre a importação e comercialização de combustíveis.
Entre as ações estão subsídios para o diesel e a gasolina, além da redução temporária de tributos sobre gasolina e etanol. Em setembro, por exemplo, o governo autorizou uma nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel e reduziu em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina.
Apesar das medidas, os preços dos combustíveis registraram alta desde o início do conflito. Segundo levantamento citado pelo Metrópoles com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as altas variaram de 3,23% a 14,45%, sendo o diesel S10 o produto com maior aumento no período.
Por outro lado, o governo estima arrecadar aproximadamente R$ 50 bilhões neste ano com receitas extraordinárias relacionadas ao petróleo e outras medidas utilizadas para compensar os gastos. Segundo Moretti, a projeção considera receitas da exploração do pré-sal e imposto de exportação.
O cenário permanece relacionado à cotação internacional do petróleo e às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo.


