Nem toda gordura faz mal à saúde. Segundo o cardiologista Roberto Yano, o organismo precisa desse nutriente, que participa da reserva de energia, da proteção dos órgãos e da absorção de vitaminas. O ponto principal é diferenciar os tipos de gordura e observar a quantidade consumida.
As gorduras insaturadas, encontradas em alimentos como azeite, abacate, castanhas, sementes e alguns peixes, estão associadas a efeitos favoráveis à saúde cardiovascular. Elas podem contribuir para a redução do colesterol LDL, conhecido como “ruim”, além de apresentarem ação anti-inflamatória.
Já o consumo excessivo de gorduras saturadas pode elevar o LDL e estar associado a maior risco de problemas cardiovasculares. Entre as fontes estão carnes mais gordurosas, frituras e alguns alimentos industrializados.
A maior preocupação, segundo o especialista, está nas gorduras trans, presentes principalmente em produtos ultraprocessados. O consumo frequente desses alimentos, especialmente quando associado ao sedentarismo e a outros hábitos inadequados, pode aumentar os riscos cardiovasculares.
O cardiologista ressalta que cuidar do coração não significa eliminar completamente as gorduras da alimentação. A recomendação é priorizar uma dieta equilibrada, praticar atividade física regularmente e manter acompanhamento adequado para cada pessoa.


